Acelerando a Deep Tech na América Latina
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Métricas e Casos de Sucesso: Marcos de KPI de Deep Tech

Recomendação 02 · Prontidão de Mercado

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No processo de captação de recursos e de construção da confiança do investidor, métricas claras e sob medida e casos de sucesso convincentes são ferramentas essenciais para as startups de Deep Tech. Ao contrário dos empreendimentos de software, onde a tração é medida pelo crescimento de usuários, pelo churn ou pela receita recorrente, o Deep Tech opera em prazos e alavancas de valor fundamentalmente distintos.

Um dos obstáculos-chave que as startups enfrentam é a falta de métricas padronizadas e relevantes. Aplicar os mesmos indicadores dos setores de tecnologia tradicionais frequentemente leva a mal-entendidos e à subavaliação. As métricas devem ser contextualizadas a cada vertical, uma startup de biotech precisa de benchmarks distintos de uma focada em computação quântica ou materiais avançados, e mesmo dentro do biotech os indicadores deveriam variar entre subsegmentos.

Um elemento-chave que falta é um histórico concreto que mostre que as empresas latino-americanas têm alcance e impacto global. Os históricos são superimportantes para os investidores. Embora haja exemplos isolados, a imagem geral e a história de saídas bem-sucedidas na região continuam limitadas.

Participante da mesa de investidores do LADP

# Recomendações: Marco de KPI de Deep Tech

O pilar principal deste esforço são dados robustos. Recomendamos estabelecer um marco de KPI de Deep Tech da LATAM para fechar a lacuna deixada pelos benchmarks centrados em EUA e UE, e para melhorar a transparência e a comparabilidade das oportunidades de investimento na região. Este relatório oferece um primeiro passo; migrar do mapa à maquinaria exigirá convenções de acompanhamento, grupos de trabalho de investidores, fundadores e especialistas técnicos, para validar lacunas, acordar fontes relevantes e definir cadências claras de coleta de dados.

O marco deveria combinar um núcleo padronizado e transversal com anexos específicos por setor. O núcleo padronizado acompanharia as taxas de graduação de uma rodada de financiamento à seguinte, a taxa interna de retorno em horizontes definidos, e a proporção e a profundidade da participação ativa de capital de risco corporativo. Os anexos setoriais capturariam então o que os KPIs gerais deixam passar: marcos clínicos e regulatórios no biotech, ciclos de certificação e qualificação no hardware, ou cronogramas de aprovação e interconexão em clima e energia.

Essa abordagem de dois níveis preserva a comparabilidade ao mesmo tempo em que captura as realidades operacionais de cada vertical. Para as startups, cria uma narrativa crível e pronta para o investidor, alicerçada em métricas padronizadas. Para o ecossistema em geral, gera uma base de evidências mais forte, produzindo os números robustos e as percepções de nível decisório necessários para elevar a posição da região no panorama global de deep tech.