Mentalidade Global: Primeiro o Idioma, Depois a Estrutura
Recomendação 05 · Prontidão de Mercado
Para as startups de Deep Tech na América Latina, adotar uma mentalidade global desde o primeiro dia não é apenas uma vantagem: é uma necessidade. Embora a região abrigue um imenso talento científico, os mercados locais simplesmente não são grandes ou estáveis o suficiente para sustentar a escala que os empreendimentos disruptivos exigem.
Seja por ambição limitada ou por barreiras como o idioma, em particular as dificuldades com o inglês, muitos fundadores ainda constroem com um quadro de referência local. É preciso uma mudança fundamental: as startups devem ser desenhadas com relevância global desde o início. Mas a mentalidade sozinha não basta. A prontidão operacional deve andar de mãos dadas com o pensamento global, alinhando as estruturas da empresa a padrões internacionais para atrair capital estrangeiro e parceiros estratégicos.
A prontidão operacional deve andar de mãos dadas com o pensamento global. Isso significa alinhar as estruturas da empresa a padrões internacionais para atrair capital estrangeiro e parceiros estratégicos.
# Recomendações: Primeiro o Idioma, Depois a Estrutura
Comece pelo básico. Faça do inglês o idioma de trabalho para materiais internos e externos: pitch decks, data rooms, documentos técnicos e contratos. Combine isso com um aprimoramento direcionado de inglês para falantes de outras línguas (ESOL) para fundadores e equipes de pesquisa, focado no vocabulário que de fato usarão: termos de PI e licenciamento, term sheets, documentação regulatória e clínica/de dispositivos, e pitching a investidores. Forneça apoio operacional como modelos de data room prontos em inglês, contratos-modelo bilíngues e bolsas de tradução.
Uma vez que esses fundamentos estejam no lugar, acrescente os elementos estruturais que sinalizam prontidão global: criar holdings em jurisdições como Delaware, favorecidas pelos investidores internacionais por seu robusto marco legal e sua governança corporativa transparente. Registre a propriedade intelectual cedo junto ao USPTO: costuma-se recomendar patentear nos EUA antes de depositar nos países de origem. Outra via é o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT): um único pedido reconhecido por 158 Estados membros permite aos fundadores "comprar tempo" para nacionalizar os depósitos em várias jurisdições. Infelizmente, apenas 14 dos 33 países da LATAM estão registrados, sendo o Uruguai o signatário mais recente.
Em conjunto, essas práticas demonstram que uma startup não está apenas construindo tecnologia de ponta, mas também se estruturando para operar e prosperar em um palco global.